domingo, 25 de Outubro de 2020

 
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Passageiros & Mobilidade
18-02-2020
Relatório ITT Smart Roads
Conectividade, Big Data e IA vão revolucionar tráfego e infraestruturas rodoviárias
A conectividade das infraestruturas com veículos e condutores através da Internet of Things (IoT), o uso de dados como gerador de valor no futuro da mobilidade e a aplicação de Inteligência Artificial (IA) para facilitar a automatização vão contribuir para converter estradas convencionais em ecossistemas inteligentes que facilitem uma gestão automatizada em tempo real mais segura, eficiente e sustentável do tráfego.

Melhorar a experiência de quem viaja, contribuir para a drástica redução das emissões de CO2 e um futuro sem acidentes rodoviários são os principais objetivos desta nova mobilidade, de acordo com o relatório de Tendências de Transporte (ITT Report) Smart Roads apresentado pela Indra.

Juntamente com tecnologias como o 5G, Edge Computing, Blockchain, Building Information Modeling (BIM), drones e Distributed Acoustic Sensing (DAS), a IoT, o Big Data e a IA, estão a revolucionar o tráfego rodoviário e a criar modelos de exploração das infraestruturas. Segundo revela a Indra, “este novo mercado terá um potencial impacto económico estimado em mais de 27 mil milhões de euros em 2022, com destaque para sistemas avançados de controlo e cobrança de tráfego, que darão resposta à futura condução elétrica, conectada, colaborativa e autónoma”.

De forma sucinta, a Indra prevê “um futuro no qual será possível aceder com realidade virtual a um centro de controlo de tráfego automatizado, físico ou na nuvem, capaz de prever e reduzir engarrafamentos, conduzir um veículo autónomo hackeado ou responder em tempo real a um incidente”.

A título de exemplo, a empresa refere que “um incidente pode ser detetado em tempo real graças a dispositivos inteligentes ou a uma rede de fibra ótica instalada na via, baseados em tecnologias como DAS (sensor acústico distribuído), DTS (sensor de temperatura distribuído) e inteligência e visão artificial, e pode ser gerido de forma automatizada, tomando decisões como mobilizar drones próximos para uma avaliação inicial, redirecionar tráfego antecipando um engarrafamento ou outras decisões de sinalização, avisos ao condutor, tarifas”.

Este novo cenário, que facilita um controlo de tráfego inteligente, otimizado e automatizado, será possível graças às novas plataformas de IoT, capazes de integrar todos os Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS); ao Edge Computing, com comunicações de baixa latência entre dispositivos e um grau crescente de inteligência localizada; e nos sistemas cooperativos de transporte inteligente C-ITS, permitindo que os veículos comuniquem entre si e com a infraestrutura.

Por sua vez, o Big Data e os algoritmos inteligentes incorporados nestas novas plataformas serão capazes de integrar e analisar os dados fornecidos por todos estes sistemas e outras fontes diversas para prever o tráfego futuro ou a probabilidade de incidentes até duas horas de antecedência, ajudando a minimizar atrasos e outros efeitos negativos, como consumo de combustível e emissões de CO2, que podem ser reduzidas em 6%.

Big Data e IA também contribuirão para melhorar a gestão de ativos até 50% e a manutenção preventiva da infraestrutura rodoviária, reduzindo o risco de sinistralidade, esclarece a Indra. Neste contexto, a cibersegurança assumirá uma maior importância, garantindo a integridade das informações enviadas e recebidas de um veículo e evitando ataques que possam comprometer a segurança do sistema.
por: Pedro Venâncio
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