terça-feira, 27 de Outubro de 2020

 
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Passageiros & Mobilidade
23-04-2020
Para garantir continuidade dos serviços
Arriva e Transdev unem-se para pedir medidas ao Ministério da Economia
Duas das maiores empresas de transporte público do país, a Arriva e a Transdev, solicitaram ao Ministério da Economia “que tivesse em especial consideração a sua importante e decisiva importância na mobilidade diária da população.” Os dois grupos internacionais, que em Portugal representam mais de 3.500 trabalhadores e um investimento de 500 milhões de euros, referem, em comunicado, que “a manutenção da infraestrutura, serviços de apoio e postos de trabalho, todos essenciais à retoma que se seguirá, bem como as medidas de segurança sanitária decretadas (limitação de ocupação a 1/3, desinfeção e equipamentos de proteção individual), não são compatíveis com a redução de 90% verificada nas receitas e que resultam num défice insustentável no tempo, e que poderão levar à rutura dos sistemas de transporte público do país.”
Por outro lado, garantem, “sem a concretização da alocação de recursos e medidas efetivas, a exemplo do que foi feito noutros países da União Europeia, não está de modo algum garantido a continuidade do serviço público de transporte e a sustentabilidade das empresas que o prestam.”
As duas empresas, dizem ainda que “a inexistência de um plano de acompanhamento técnico, sanitário e económico para a mobilidade, associado ao processo de retoma, originarão impactos insustentáveis que poderão resultar na ausência de confiança das populações no transporte público, prejudicando a retoma da atividade económica de todos os setores.”
Em comunicado conjunto, a Transdev e a Arriva referem que reconhecem os esforços do Governo para enfrentar a crise provocada pela COVID-19, mas argumentam que “as medidas até agora apresentadas, para o setor, são manifestamente insuficientes e apelam à atenção do Governo e da sociedade, estando disponíveis para contribuir com exemplos oriundos de outros países onde exercem a sua atividade”.
Recorde-se que no inicio de março, várias empresas do Grupo Transdev entregaram junto da ANTROP – Associação Nacional de Transportes de Passageiros, uma carta a manifestar a sua intenção de sair da associação. Recentemente, também a Arriva Portugal, manifestou publicamente junto da AML - Área Metropolitana de Lisboa, que não reconhecia na ANTROP competências para discutir o modelo de compensação relativo à prestação do serviço público em 2020, e solicitou negociar diretamente este tema com aquela autoridade de transportes.
por: Pedro Pereira
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